quinta-feira, 1 de maio de 2014

O dia no Fest Comix!



Só Deus sabe como consegui chegar no Fest Comix hoje. Fiquei zanzando o terminal Jabaquara em busca do tal ônibus grátis pro evento, e não havia nenhuma indicação, até que vejo um povo carregando sacolas da Comix, aí decidi ir na direção da onde eles vinham. Perguntei pro moço da sptrans, e ainda seguindo outras pessoas com cara de perdidas, achei o tal lugar, que é uma ruazinha escondida depois do terminal do EMTU. Pra quem ainda for: fiquem ligados. Depois fiquei sabendo que mais gente ficou perdida e demorou pra achar o ônibus. Puta sacanagem.

O evento é enorme, tinha muita coisa, principalmente porque tava rolando também um evento de games. Eu nunca fui no Fest Comix antes então não sei dizer se tá legal ou maior, mas tinha muita gente (inclusive os staffs falaram que não esperavam tanta gente assim). E tinha fila, MUITA fila pra entrar na Comix. Quem vai pra fazer a rapa pode esperar de boa, afinal, é toda razão de se estar alí. Mas pensando bem, se for só pra comprar um ou outro quadrinho, não vale a pena pagar o ingresso. Por outro lado, tinha o pessoal independente, uns estandes, algumas mesas de autógrafos e uma área para as palestras. Num esquema FIQ, bem bacana, mas como sempre, o foco do público é sempre o "mainstream". Creio que no final de semana tenha um movimento muito maior, principalmente com a presença de autores ilustres.



Mas indo ao que interessa: as edições novas de Vidas estão lindíssimas! Quando vi, senti um orgulho e um aperto no peito, porque realmente chegamos no final. Todo aquele sentimento de dever cumprido se apossou de mim novamente, como há um ano e pouco atrás, quando terminei de desenhar a história. E depois na apresentação do TCC (afinal, eu estava me formando). E agora Vidas sendo lançado pela HQM. É, realmente isto é um final. E eu odeio finais. Vendo tudo pronto, fui invadida pela sensação latente de que preciso continuar produzindo, não Vidas, mas algum quadrinho. É uma coisa maior que eu mesma. É uma sensação de urgência... Espero que isso queira dizer um novo gás para voltar a produzir, porque não produzir estava me deixando deprimida já.



Outro que lançou o mangá pela HQM no evento foi o André Araujyo, com seu "Salvation" que fiquei com uma cópia e vou ler assim que der. As incríveis meninas do Futago Estúdido estavam lá lançando mais uma edição dos seus respectivos títulos. E além disso também teve um lançamento internacional, que ainda não pude conferir mas a prévia era lindíssima. A HQM está crescendo e espero que continue, porque estão tendo iniciativas bem legais.

(foto de Priscila Souza - desculpe pegar emprestado! rs)

Na palestra, fizemos mais um bate-papo sobre produzir mangás nacionais. Falamos do preconceito que sofremos por produzirmos mangás no Brasil, das críticas pesadas que sofremos (e às vezes, até mesmo ameaças!) e também sobre nosso processo criativo, influências, etc. Foi bem bacana conhecer melhor cada autor e poder desmistificar o assunto diante do público interessado. Infelizmente, pouco se fala de quadrinhos nacional fora da esfera mainstream, e a ideia mesmo é incentivar outros autores a produzirem sem medo e com mais consciência do mercado.

Eu, Soni e Shirubana no estande da HQM

E aqui algumas coisinhas que achei nos estandes mas não consegui comprar porque só aceitava dinheiro (!!!!!!) Ps. só dava eu muito feliz tirando fotos enquanto o pessoal do estande me olhava feio e dizia que não aceitava cartão. Cara, você poderia ter feito um whovian mais feliz.





De qualquer forma, obrigada a todos que conseguiram ir, mesmo que só para assistir a palestra ou dar um oi. Eu gostaria que tivesse também um evento aberto como foi o primeiro, porque é realmente legal poder encontrar com os leitores, trocar umas ideias e poder autografar as cópias de todo mundo. Veremos se consigo algo assim e aviso vocês. Se tiverem fotos do evento, mandem pra mim também! ;)
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Como dito no face... uma pena não ter participado desse Fest! Desde q participei de minha primeira edição do Fest, ainda na lojinha da Comix, não perdi (ou quase) mais nenhuma edição, e justo essa em q vc estava lá, fazendo parte da nossa História (das Histórias em Quadrinhos), eu não pude comparecer, já que mudei de Estado! O Fest Comix é sempre uma alegria para os fãs de quadrinhos, mas é uma pena saber q ainda não resolveram o problema da fila na entrada! Mudaram tudo, encareceram o preço da entrada, mas não resolveram esse problema absurdo! Na 19ª edição peguei uma fila q durou cerca de 2:00, num dia tão chuvoso! Eu sei como é esse preconceito contra mangás nacionais (os super-heróis nacionais devem sofrer ainda mais), pq eu mesmo, sempre tive esse preconceito... aquele negócio de "mangá falso", com desenhos amadores, sempre me fez torcer o nariz... não por se tratar de um mangá nacional, mas pela qualidade dos desenhos, q é o q mais chama a atenção do leitor q ainda não conhece a história! Mas graças a alguns mangás nacionais de boa qualidade, como o seu por exemplo, acho q esse preconceito pode começar a cair por terra (aliás, os trabalhos independentes em geral, tem melhorado muito, comparados a profissionais), ou ao menos, destacar alguns autores nacionais nesse nicho do mangá brasileiro! E vc se destaca com ctz, tanto pelos desenhos, q foi o q me levou a comprar Vidas Imperfeitas num primeiro instante, quando ainda era fanzine, quanto pelo roteiro! Espero sim q continue a produzir, pois o mercado de mangás nacionais, precisa de representantes tão bons quanto vc, e outros poucos!!!

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    1. Talvez seja algo mais pessoal, mas não curto lugares muito lotados, com muita fila pra comer e ir no banheiro por exemplo. Acho isso um absurdo! Uma filinha pra entrar na Comix até encaro, mas acho que duas horas é demais!! A não ser que eu tivesse uma lista enorme ou os descontos fossem bem grandes, acho que nem vale a pena, ainda mais porque o ingresso está absurdamente caro. Por outro lado, as outras atividades estavam bem interessantes, tipo as palestras e sessão de autógrafos. Mas o FIQ faz tudo isso e de graça. Quanto ao precoceito, todos nós guardamos um pouco, né? Eu não curto muito super-herói mas ao mesmo tempo não li quase nada, apenas não me interessa. Watchman foi um dos poucos e tem uma pegada diferente, de graphic novel, por isso gostei. Já o negócio de HQ nacional é mais geral, porque sempre parte-se do princípio que o nacional é inferior, não só nesse mercado mas em todos no geral =(

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  2. Oi, Mariana! Tudo bem? Só queria saber como participar do Festcomix. Grato pela atenção. Me procure no facebook. O Nome é Carlos Marques. São Paulo, SP.

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