sexta-feira, 7 de março de 2014

Não há nada que um Radiohead não deixe mais triste

Talvez seja um momento de inferno astral, com meu aniversário chegando (aceito presentes lol) ou talvez seja apenas uma desculpa para dias ruins. Ontem estava voltando pra casa, com aquela sensação de nhaca podre de uma gripe querendo se instalar, garganta doendo, muitas coisas na cabeça, cansaço físico e mental, e um Radiohead que começou a tocar no rádio... Só queria chegar em casa, sabe. Mas Radiohead tem essa capacidade de entrar na gente, é tão melancólico que quando vi já estava chorando. Eu gosto de chorar sozinha porque não adianta vir dizer que vai ficar tudo bem. Eu sei que vai ficar tudo bem, mas não hoje.

Eu não gosto dessa sensação de estar doente, porque eu sei que fui longe demais, já passei do meu limite, e agora só posso aguentar as conseqüências e esperar por um dia melhor. Toda vez que me forço demais é a mesma coisa, a imunidade abaixa, as perebas começam a se instalar uma atrás da outra (porque tragédia que é boa vem em combo), eu começo a emagrecer e eu sei que pela frente vem um momento de recuperação muito chato e lento. O meu único consolo no meio de tudo isso é que em momentos como esse que costumo produzir coisas realmente tocantes, é o melhor de mim. Irônico...

Fico me perguntando, será que isso não é apenas auto-sabotagem? Na minha necessidade de sentir cada vez mais e mais, vou me pressionando, me levando ao limite... e então BAM! cruzei a linha do que é saudável.

Sei lá...


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