sábado, 4 de janeiro de 2014

Resoluções de Ano Novo?

Quando eu terminei a faculdade, achei que nada poderia ser mais difícil do que trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Fui até o post parecido com esse do ano passado, e isso tava escrito lá "por outro lado irei me dedicar a uma coisa só (no caso, trabalhar), porque trabalhar e estudar ao mesmo tempo me matou um pouco." ... sinceramente, nunca estive tão cansada quanto no ano passado. Foi realmente difícil organizar meu tempo, fazer alguma coisa produtiva além do trabalho. Descobri uma coisa importante sobre trabalhar com ilustração: suga todas as suas energias criativas. Pois é. Ninguém disse que seria um mar de rosas.

Por outro lado, o ano passado foi um ano de muitas realizações profissionais. Fiz o curso Abril, conheci muita gente bacana, comecei a trabalhar como ilustradora numa editora, ilustrei um livro de contos da Panda Books, publiquei a minha história, entre tantas outras coisas. Eu sei que ainda existe um longo caminho entre esse meu desenvolvimento profissional e a tão esperada independência (principalmente financeira). Acho que essa é aquela coisinha que frustra a gente mesmo nos momentos mais incríveis das nossas vidas. Tanta coisa FODA aconteceu comigo e mesmo assim tenho os mesmos dramas. Quando finalmente vou ser independente dos meus pais? Quando poderei sair de casa? Começar uma nova vida, a MINHA vida? Do jeito que eu quero. O MEU espaço. Eu sinto muito a falta disso.

Eu decidi começar o ano comprando uma prateleira nova. Eu precisava de mais espaço e foi assim que resolvi. Agora cabem todos os meus livros e muito mais. Eu fiz uma limpeza no quarto e vocês não acreditariam na quantidade de tralha que tirei daqui. Sério. Pratiquei um belo desapego e joguei fora tudo o que não iria usar mesmo achando que iria (material antigo de faculdade, papéis, documentos, todo tipo de material completamente inútil, etc) e doei também todas as roupas e sapatos que não usava há mais de um ano. Devo ter ficado com umas 3 regatas, e pensando bem, é verão... mas eu sabia que não usaria aquelas roupas porque simplesmente não combinam mais comigo. São só roupas, né? Mas a gente tem que dar embora todas aquelas coisas que ficam nos empacando, nos iludindo, e eu tenho certeza de que outras pessoas farão um melhor uso de tudo isso. Agora abro minhas gavetas e não vejo mais um monte de trapos abarrotados (de ter que ficar procurando aquele que queria vestir). Agora encontro tudo o que eu quero, e ainda tenho espaço para coisas novas.

Até a Suri arranjou um cantinho pra ela:



Pra dizer a verdade, planejei mil coisas para estas mini férias de final de ano, e é claro que não realizei nem metade delas. Mas eu fiz o que precisava fazer realmente.

Desde o final do ano passado, que foi quando percebi que precisava retomar o controle da minha vida, quando liguei o foda-se bonito para tudo que não era relevante, eu eliminei um peso absurdo que sentia nas minhas costas. Eu me sinto mais leve, talvez não tão leve como gostaria, mas ainda assim é uma diferença considerável.

A gente não deveria viver através dos desejos e necessidades dos outros. A gente não deveria viver com medo de dar os próprios passos, de fazer escolhas, de ir em frente. Nós mesmos colocamos pedras no nosso caminho, só porque as pessoas querem ver pedras, elas querem te ver empacado ali, porque elas mesmas estão empacadas. Então, nós podemos pegar essas pedrinhas e construir um muro para nós mesmos numa forma de defesa, e fingir que somos inalcançáveis. É apenas uma ilusão. Eu não queria mais isso. Então, ariana que sou, decidi bater de cabeça contra o muro, mesmo que doesse, porque não posso viver enclausurada, muito menos por mim mesma. Continuo batendo, mesmo que sangre. Na verdade, se sangrar é bom, porque significa que está dando certo...

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