terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mushi Comics + quadrinhos independentes


Pra quem não sabe, o fanzine Vidas Imperfeitas também é postado no site Mushi Comics (clique para entrar) juntamente com outros fanzines. O site tem um esquema de postagens diárias, para que os leitores possam acompanhar várias histórias ao mesmo tempo, de forma que é atualizado todos os dias (menos de domingos e feriados). Ou seja, essa é uma oportunidade de quem tem vontade de fazer quadrinhos, ou tem aquele projeto guardado, sem saber por onde começar ou como obter retorno. 

Pra mim, quadrinhos no Brasil não é nada mais do que webcomics. É triste dizer isso, mas é difícil conseguir publicações em editoras... e o negócio é ser independente.

Já me perguntaram algumas vezes "Dá pra viver de quadrinhos?". Cara, dá pra se viver de tudo nessa vida, só é preciso ser esperto. Como meu negócio é mais quadrinho autoral, não, não dá pra viver só disso [ainda]. Talvez as coisas mudem, talvez não. Mas ultimamente eu ando encucando a idéia de criar quadrinhos especialmente para a web, com um design adaptado e diferente. Algo assim, meio experimental.

É, eu sei. Eu fico inventando um monte de coisa pra fazer ao mesmo tempo, e não consigo nem ao menos terminar a edição 4 do fanzine. [E ainda preciso desenhar a capa!!!].

Bom, é isso, espero que curtam a dica do site... preciso desenhar as ultimas 5 páginas do fanzine e postar a prévia final! Hohohohoh... wish me luck!
Comentários
8 Comentários

8 comentários:

  1. Cê tem toda a razão. Eu sempre postei minhas hqs na internet, desde 2001, e hoje em dia é que a coisa pegou mais.

    Mas ainda assim, mesmo que seja a única forma de se ter um retorno, parece que cada vez menos as pessoas "tem tempo" pra um simples comentário e feedback nas páginas.

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  2. Pra mim, essa é a questão dos leitores de quadrinhos. Tenho alguns problemas de ir a eventos de anime vender meu fanzine, e as pessoas estão acostumadas a ler mangá.. elas estranham meu traço, ou não levam pq o dinheiro está contado (para comprar mangás na panini é claro). Quadrinho nacional é desacreditado. FATO.

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  3. Mary, tb acho que por enquanto no Brasil é isso mesmo. As editoras estão pouco ligando para os desenhistas nacionais...mas enfim, existe um editora no Sul chamada NEW POP, eles estão publicando um Mangá de um grupo de lá. O mangá se chama Zucker. É feito por uma mulher aqui do Brasil mesmo.

    Ja na Espanha, a Norma Editorial abriu inscrições pro 6º concurso de mangá.Qualquer coisa dá uma olhada no blog : http://auriaproject.blogspot.com/2010/12/6-concurso-norma-editorial.html

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  4. O negócio é trabalhar pra fora mesmo! xD

    Mas no caso do quadrinho autoral já é mais complicado, ninguém vai investir em algo desconhecido sem a garantia de retorno, por isso pras editoras é muito mais viável apostar em séries já consagradas, se olharmos pelo lado das editoras até faz sentido... além do mais a meta delas é lucrar. Por que, querendo ou não, se o projeto não for "vendável" quem fica no prejuizo são elas... Eu não tô querendo defendê-las nem nada, mas se olhar desse ponto faz sentido.

    Em contrapartida, existem muitas soluções pra se achar um projeto "vendável", como os concursos e prévias on-line, etc. Nesse quesito eu ando percebendo um aumento, mesmo que pouco dos concursos de quadrinhos autorais,recentemente saiu um que o primeiro colado seria publicado e receberia um premio de 20mil R$ enquanto os demais quadrinhos participantes também de excelente qualidade também seriam publicados posteriormente e receberiam um adiantamento dos direitos autorais no valor de 5mil R$, entre outros... Além da própria NEW POP que vem abrindo suas portas para produções nacionais também.

    Massss, enquanto a coisa não anda, o jeito é sobreviver de outra forma...

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  5. Você falou certo, dá pra viver de qualquer coisa hoje em dia mas depende de como você faz. Se quizer fazer um pta sucesso, vai ter que "prostituir" sua história e mudar tudo pra que fique de acordo com o que a maioria goste e não como você quer (o que eu acho que não vale a pena).
    Boa sorte com as páginas!

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  6. Talvez eu esteja sendo otimista demais, mas eu acho que é possível mudar o mercado, e que isso depende mais dos quadrinistas e leitores que das editoras.
    Sério, as editoras tem certa razão em não apostar em qualquer coisa, porque, tem muita coisa ruim por aí, e tem muitos desenhistas que fazem quadrinhos que não estão muito interessados em melhorar. Os quadrinistas podem querer fazer uma coisa mais autoral, mas, pra conseguir ser contratado por uma editora, esses quadrinistas tem que estar dispostos a pelo menos tornar sua história mais vendável, no formato ou sei lá em quê.
    Bom, acho que os quadrinhos podem continuar sendo mais predominantes como webcomics, mas eu acho que isso depende da gente. As pessoas acham mais fácil fazer histórias em formato digital, e aí elas desistem de fazer do jeito mais tradicional, então o mercado vai continuar assim... sei lá.

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  7. O Brasil não tem uma cultura de quadrinhos, por isso nossa situação faz algum sentido! Isso não quer dizer q não podemos mudar isso, mas mudar não quer dizer se sujeitar as coisas como elas são, mas sim tornar a vida como quadrinista possível, e toda a sua liberdade de criação.

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  8. Algum dia as editoras vão perceber que nem sempre o que faz MUITO sucesso no Japão vai fazer sucesso aqui. O que aproxima o leitor é a capacidade de se identificar com o que é retratado na história. Nada melhor que um brasileiro pra fazer isso. ;) Tenho observado com certa aversão quadrinhos feitos por brasileiros onde parece que tudo acontece em outra realidade, afinal, "xerocar" fórmula de mangá é muito fácil.

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